sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

[78] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 78: Uma ação (ou um projeto, ou uma empresa) não sabe que você a possui.”
Warren Buffett

As pessoas muitas vezes humanizam objetos inanimados, sema animais de pelúcia, carro ou ações de empresas. Quando isso acontece com uma ação, o pensamento emocional substitui o pensamento racional.

Isso é ruim quando se trata de investimentos, seja em qual área for. Na hora de vender, você não vai querer hesitar porque "adora" aquela ação na bolsa de valores. De forma semelhante, quando a ação cai, não há motivo para fica com raiva dela - ela não sabe que você a possui. ela não sente rejeição e você também não deve sentir

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[47] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 47: Ao procurar alguém para contratar, você procura três qualidades: integridade, inteligência e energia. Mas a mais importante é a integridade, porque sem ela as duas outras qualidades, inteligência e energia, acabarão com você.”
Warren Buffett

Quando você encontra alguém para dirigir sua empresa, está lhe confiando o cofrinho da empresa. Se a pessoa for inteligente e trabalhadora, ganhará muito dinheiro pra você, mas se não for honesta, encontrará um monte de esquemas para se apoderar de todo o seu dinheiro. Portanto, se tiver que contratar pessoas que não sejam honestas, certifique-se de que sejam preguiçosas e burras - assim, tudo o que poderão roubar são os tijolos.

A integridade constitui o ingrediente chave da filosofia de administração de Warren. Quando comprou a Nebraska Furniture Mart da Sra. Blumkin, surpreendeu-a, e ao resto da direção da Mart, por não solicitar uma auditoria de seus livros contábeis. Simplesmente perguntou quanto valia a empresa, ela lhe disse, e no dia seguinte trouxe um cheque de US$ 40 milhões. Quando a Sra. Blumkin o questionou a respeito disso mais tarde, ele respondeu que confiava muito mais nela do que nos seus contadores.

Além disso, o estilo gerencial de Warren sempre foi o de dar a seus gerentes uma tremenda autonomia operacional. Eles são livres para gerir as empresas como se fossem donos. Não seria possível conceder aos gerentes tamanha liberdade se lhe faltasse integridade.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Entendendo o crescimento (2/2)


Como as pessoas crescem

Jesus ensinou que o crescimento espiritual não é um objetivo que possamos alcançar sozinhos. Precisamos de Deus e dos outros. Esta necessidade não é um sinal de fraqueza, e sim o começo da força. Muitas pessoas prefeririam acreditar que podem mudar por si mesmo em vez de pedir aos outros que as ajudem. Essa atitude geralmente impede o crescimento delas.

A verdade é que não podemos nos conhecer o suficiente sozinhos. Os princípios organizadores inconscientes que moldam nossa vida estão essencialmente fora do alcance da nossa percepção. Precisamos de outra pessoa que nos revele coisas a nosso respeito que não conseguimos ver. Jesus queria nos mostrar que devemos pedir ajuda para poder crescer. Às vezes a única coisa que atrapalha é acha que pedir é sinal de fraqueza.

Principio Espiritual: Até mesmo aqueles que conseguem o que querem precisam pedir o que necessitam.

Os terapeutas e as lâmpadas

Conheço uma antiga piada que diz: "Quantos terapeutas são necessários para mudar uma lâmpada queimada? Nenhum. Ela precisa querer mudar."

Embora seja preciso que os outros nos ajudem a crescer, também é necessário que tenhamos vontade de fazê-lo. É comum não querermos realmente crescer porque isso significa ter que examinar o que existe dentro de nós, e tememos o que poderíamos ver.

Jesus estabeleceu uma distinção entre as pessoas que estavam interessadas em mudar a própria vida e aquelas que não estavam. Ele disse: "Quem tem ouvidos, ouça." Ele partia do princípio de que todo mundo era capaz de mudar e oferecia às pessoas a oportunidade de crescer baseada exclusivamente na disposição de aceitá-la. O crescimento exige que estejamos prontos para ouvir a nós mesmos e dispostos a lidar com o que encontramos. Jesus ensinou que temos que ter coram para crescer. É preciso querer.

Principio Espiritual: A coragem não é a ausência do medo e sim a fé apesar do medo.

Às vezes não podemos voltar pra casa

Jesus ensinou que depois que se envolvem em um relacionamento com Deus as pessoas nunca mais conseguem olhar para o mundo da mesma maneira. Às vezes o crescimento espiritual significa uma mudança radical na nossa perspectiva e tem consequências nos relacionamentos.

As vezes nossos amigos e nossa família ficam felizes ao nos verem crescer e mudar; as vezes diferentes, temos que seguir em frente, desejando que um dia elas percebam o valor de nossa transformação.

Principio Espiritual: A mudança nem sempre é um hóspede bem-vindo.

Crescimento é trabalho

O processo de crescimento não apaga nossos princípios organizadores. Nós nos lembramos do passado, mesmo que escolhamos nos libertar dele. Pode ser que em determinadas circunstâncias nos sintamos tentados a reagir da maneira antiga. Não podemos transformar imediatamente nossos antigos princípios organizadores em novos, mas podemos aprender a nos apoiar em outros até que os antigos se tornem uma memória distante. Jesus ensinou que o crescimento envolve um árduo trabalho. Precisamos estar preparados para assumir a nossa parte de responsabilidade se quisermos colher a recompensa.

Jesus fala sobre o processo de transformação espiritual como uma tarefa que precisamos abraçar repetidamente todos os dias. Ele convidava as pessoas para "tomarem a cruz" porque sabia que se tratava de um processo trabalhoso. Ele não oferecia às pessoas uma mudança instantânea. A vida melhor era para ele a própria decisão de percorrer o caminho difícil para segui-lo de perto. Esta escolha é o constante crescimento.

Principio Espiritual: As mudanças rápidas são frequentemente temporárias, mas o crescimento lento transforma profundamente.




Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

[13] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 13: Eu não tento saltar barreiras de dois metros de altura; prefiro procurar as de 30 centímetros, que eu posso transpor com um passo.”
Warren Buffett

Warren não mira nas estrelas. Não tenta fazer um gol em cada chute. Ele aguarda o passe perfeito e se atém ao que é seguro: empresas com produtos que não precisam mudar, negócios que ele sabe que continuarão existindo daqui a 20 anos, com ações vendidas agora a um preço que faria sentido mesmo se ele tivesse comprando a empresa inteira.

Sorte dele que o enfoque de curto prazo do mercado de ações muitas vezes despreza a economia a longo prazo, o que significa que o mercado de ações muitas vezes atribui um preço errado a uma grande empresa. Warren não complica, e deixa toda a leitura da sorte e estratégicas de investimento complexas para os outros sujeitos de Wall Street.

No colapso do mercado de ações de 1973-74, era possível comprar ações da Ogilvy & Mather, uma das agências de publicidade mais forte do mundo, por US$ 4.00 cada uma, enquanto o lucro por ação era de US$ 0.76 - um índice de Preço/Lucro (P/L) de 5. Warren comprou um caminhão delas durante o colapso e vendeu-as muitos anos depois, após auferir uma taxa de retorno anual superior a 20%. Alguns investimentos são simples assim.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

[68] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 68: Você só precisa ter pouquíssimos acertos contanto que não cometa erros demais.”
Warren Buffett

Os princípios da vida e dos investimentos muitas vezes correm em paralelo. Para ter sucesso na vida você realmente só precisa fazer poucas coisas certas. A única forma de estragar tudo é tomar uma série de decisões ruins. Isso não significa que não possa cometer erros; você só não pode cometer erros graves em excesso.

O mesmo se aplica aos seus projetos e investimentos. Faça poucos projetos e investimentos certos e você poderá ganhar uma fortuna. Mas cada vez que você toma uma decisão de investimento existe uma chance de errar. Tome umas poucas decisões erradas e você acabará anulando os ganhos das poucas boas decisões que tomou.

Warren percebeu isso no início da carreira de investimentos que seria impossível tomar certas decisões de investimentos corretas, de modo que resolveu investir somente nas empresas sobre as quais tivesse segurança absoluta, e depois apostou pesado nelas. Ele deve 90% de sua riqueza a apenas 10 empresas. As vezes o que você não fez é tão importante quanto o que você faz.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

[54] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 54: Se você acertasse todos os buracos na primeira tacada, não jogaria golfe por muito tempo.”
Warren Buffett

Um trabalho (ou projeto) com desafios mantém tudo interessante aumenta a auto-estima, promove a criatividade e atrai as pessoas de melhor qualidade. Um trabalho sem desafios é maçante, reduz a auto-estima e atrai pessoas menos motivadas.

Entretanto os desafios pressupõe a existência de riscos. No mundo dos negócios, à medida que surgem os desafios, decisões precisam ser tomadas e erros são inevitáveis. Estes fazem parte da natureza da tomada de decisões e são o que torna tudo tão interessante.

Warren aprendeu que, para atrair os melhores e mais brilhantes gestores - aqueles que são automotivados e agressivos ao enfrentar desafios -, precisa criar um ambiente de trabalho que lhes permita cometer os erros que vêm junto com os sucessos.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ser mais religioso que Deus...

Transcrito do Livro: “Ostra feliz não faz pérola” – de Rubem Alves

Dietrich Bonhoeffer, foi um teólogo protestante que, por ter participado num complô para assassinar Hitler, foi preso num campo de concentração e enforcado.

As cartas que escreveu da prisão são um monumento de simplicidade e clarividência teológicas. Numa delas, datada de dezembro de 1943, ele diz o seguinte:
"Estou certo de que devemos amar a Deus nas nossas vidas e nas bênçãos que ele nos envia. Falando francamente, ansiar pelo transcendente quando se está nos braços da pessoa amada é, para colocá-lo de forma delicada, uma falta de gosto e isso NÃO É certamente, aquilo que Deus espera de nós. Devemos encontrar Deus e amá-lo nas bênçãos que  ele nos envia. Se ele tem prazer em nos dar uma maravilhosa felicidade terrena, não devemos ser mais religiosos que o próprio Deus."
Isso é tão óbvio! 

Quando dou um presente para uma das minha netas, o que desejo é ver o seu rosto de felicidade ao ver o presente. Ficarei frustrado se ela, ignorando o presente, ficar me olhando e dizendo: “Como você é bom, como vc é bom”. Eu não quero que ela diga q eu sou bom. Quero mesmo é que ela brinque com o presente (curta-o). 


A propósito da falta de gosto em se ansiar pelo transcendente quando se está nos braços da pessoa amada, lembrei-me de que num desses cursos religiosos de  preparação para o casamento aconselhava-se os noivos a sempre rezar um “padre-nosso” antes de transar.


As pessoas que muito falam sobre Deus, o tempo todo, são como as crianças que não brincam com o brinquedo e ficam bajulando o avô...


(Um "texto presente" de minha esposa... Achei fantástico...)


[30] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 30: Existe uma diferença enorme entre a empresa que cresce e requer montanhas de dinheiro pra isso e a empresa que cresce e não requer capital.”Warren Buffett

Esse é o grande segredo da estratégia de Warren de comprar e conservar sempre. Se você compra e conserva ações de uma empresa que requer montanhas de capital para crescer, o valor das ações nunca aumentará. O motivo é o dreno constante de capital necessário para evitar que a empresa afunde ditante da concorrência.

Se você precisa gastar bilhões reprojetando seu mix de produtos a cada cinco anos, esses são bilhões que não podem ser gastos expandindo as operações ou comprando empresas novas ou recomprando as próprias ações. Mas uma empresa capaz de crescer sem infusões novas de capital pode se ar ao luxo de gastar seu excesso de dinheiro dessa forma, aumentando o lucro por ação da empresa, o que por sua vez fará o preço da ação aumentar.

É por isso que Warren tem preferência por empresas como Wrigley e Coca-Cola sobre GM ou Intel. Como empresas como a Wrigley e Coca-Cola nunca precisam gastar bilhões reprojetando seus produtos ou readaptando suas fábricas, sobra bastante dinheiro para gastar em algo divertido como recomprar suas próprias ações. GM e Intel, por outro lado, precisam gastar constantemente bilhões em projeto novos e readaptação. Se qualquer uma delas parasse de gastar bilhões em projetos novos e readaptação, seria derrubada pela concorrência.

Se uma empresa precisa de montanhas de capital para crescer, nunca tornará você rico, e se NÃO precisa de montanhas de capital para crescer, jamais deixará você pobre.

Nota do Autor do Blog: Particularmente penso que esse pensamento é o praticado pela maioria dos empresários da velha e bem sucedida guarda, como Warren, e é claro que irão deixar você realmente muito rico. Mas também acredito que essa linha de raciocínio estagna o desenvolvimento (tecnológico, mercadológico e etc.) e tira o incentivo a novas descobertas. Será que isso também não pode ser considerado uma certa "riqueza"? Será que essas reinvenções não podem levar a descobertas que geram mais riquezas do que a linha de pensamento acima, como aconteceu com a Apple recentemente? Sei que a Apple é um caso particular derivado de um homem particular que já se foi, mas só conhecemos esse homem particular devido ao cenário "contra" de Warren... Fica meu questionamento.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

[16] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 16: Não é preciso fazer coisas extraordinárias para obter resultados extraordinários.”
Warren Buffett

Como um investidor, você não precisa tentar enriquecer da noite pro dia para acabar ficando rico. Warren está visando a uma taxa de retorno anual de 20%, não uma taxa de retorno anual de 200%.

Invista US$ 100.000 por 20 anos a 20% ao ano e vocÊ acabará tendo US$ 23,7 milhões. Você ganha o jogo correndo com a bola - não dando um chutão pra frente.

Com o mundo tentando obter retorno anual de 100%, inúmeros erros vêm sendo cometidos quanto às perspectivas empresariais de longo prazo, o que torna bem fácil obter um retorno anual de 20%.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Um minutinho... meu amigo.


Desculpe mas vou te interromper um pouco... Preciso te dizer algo importante... Mas é algo bom, pelo menos pra mim.

Sua ligação hoje foi algo sobrenatural. Você não tem ideia de como alegrou meu dia. Sinto falta dos velhos tempos onde, mesmo ferrados e sentado na beira da sarjeta, a gente tomava tereré e ria dessa porra toda. A gente falava mal daquele povo e suávamos que nem macacos velhos de tão quente que era, mas no fundo eram épocas boas com relação a amizades. Hoje sinto muito falta disso, de nossas conversas, das conversas com meus outros amigos.

Sabe, São Paulo é ótimo, mas nunca fiquei tão distante de meus amigos como estou agora. Estou muito triste com as ações que alguns que se diziam amigos fizeram comigo e com seu distanciamento. Ficava imaginando como falar pra você e pros outros que ficaram longe que eu ainda estou aqui... Estou pro que der e vier e, mesmo vocês estando fora, são meus amigos. Só não parem de falar comigo, não me abandonem...

Hoje você me falou que, no fundo mesmo, o que importa é o relacionamento... Nunca senti isso tanto como hoje. Eu já sabia disso a muito tempo e todo mundo fala isso a toda hora, mas SENTIR...  sentir é diferente.... e hoje eu senti isso. Senti também que no fundo, a velha máxima que os verdadeiros amigos nunca se vão nunca foi tão verdadeira. Numa época que sinto meus relacionamentos estão frios, você veio com um cobertor. Não só você, como um outro amigo antes me ligou também (uma pessoa que faz tempo que não falava)... Vocês trouxeram um pouco de brasa pra me esquentar... Muito obrigado.

O engraçado é que vocês dois falaram sobre a mesma coisa: é só juntando forças e se baseando na confiança é que conseguiremos conquistar o que queremos e, por que não, o mundo.

Eu quis montar minha empresa pra levar isso ao mundo... Podemos ganhar compartilhando bastante, não migalhas... Porque não podemos todos ganhando muito? Porque não um programador ganhar como um sócio? Porque tem que ser tão discrepante? Mas confesso que essa luta está dura demais pra eu lutar sozinho. Por isso eu agradeço a Deus pela sua vida e por a de meus amigos... São vocês que fazem isso valer a pena, fazem existir as músicas e as verdadeiras ONGs, fazer existir o Deus das religiões e o céu da bíblia.

Portanto, por favor meu amigo, aceite esse texto como um pequeno gesto de gratidão do meu coração pra com você. Meus olhos se enchem de lágrimas agora... Não consigo ver o teclado direito... Estou tateando as teclas e fico sem saber como expressar melhor o que estou sentido... Só me vem uma coisa agora na cabeça: MUITO OBRIGADO MEU AMIGO.

Escutando ONE do grupo LIGHTHOUSE FAMILY (clique aqui e ouça também), vira um verdadeiro cenário Hollyodiano com aquele sentimento tão profundo e aquele fundo musical... Nada mais perfeito pra se encaixar com o que sinto.

Bom... Acho que já falei de mais... Desculpe ocupar seu tempo, mas precisava escrever isso a você... Alias a todos vocês de um modo geral... Meus verdadeiros amigos.

Desculpe também por pedir tantas desculpas, acho que no fundo é isso que me atrapalha tanto (achar que atrapalho), mas isso é fruto pra outra conversa...

Fiquem com Deus meu amigo....

[10] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 10: A felicidade não traz dinheiro.”
Warren Buffett

Warren nunca confundiu ser rico com ser feliz. Estamos falando de um sujeito que continua saindo com as mesmas pessoas do colégio e continua morando no mesmo bairro onde cresceu.

O dinheiro não mudou quem ele é num nível fundamental. Quando estudantes lhe pedem que defina sucesso, ele diz que é ser amado pelas pessoas que você espera que o amem.

Você pode ser o homem mais rico do mundo, mas, sem o amor da família, seria também o mais pobre.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

domingo, 6 de novembro de 2011

Entendendo o crescimento (1/2)


Quando a tomada de consciência gera conhecimento

Jesus tinha um objetivo. Estava decidido a tornar as pessoas conscientes do seu relacionamento com Deus. No entanto, ele sabia que tinha que enfrentar alguns obstáculos. Uma das maiores barreiras era o fato das pessoas ficarem presas a suas antigas convicções e formas de pensar. Ele tinha que fazê-las perceber esse aprisionamento antes de conseguir que elas se abrissem a novas ideias.

O crescimento humano é como o vinho novo. Jesus sabia que crenças antigas e inflexíveis são como os velhos odres que se rompem e não funcionam na presença do crescimento. Ele sabia que é necessário descobrir que as nossas antigas crenças precisam mudar se quisermos usufruir os benefícios do desenvolvimento. Como diz o antigo ditado: "Quanta água você consegue colocar em um barril de óleo de vinte litros? Nenhuma. Primeiro temos que tirar um pouco de óleo".

Principio Espiritual: "As pessoas sábias estão sempre abertas a novas ideias e crença, e até a respeito de si mesmas"

Quando o crescimento gera a tomada de consciência

Como sabemos se uma macieira é saudável e está crescendo? Pela quantidade de frutos que ela produz. Jesus sabia que o mesmo era verdade no caso das pessoas. Podemos acha que estamos nos desenvolvendo, ou dizer que estamos, mas nos enganando. Ou então podemos pensar que estamos fazendo um grande progresso na vida, mas depois descobrir que o crescimento só aconteceu quando nos tornamos conscientes de nós mesmos.

Jesus estava mais interessado em convidar as pessoas a terem um relacionamento com ele do que defender uma filosofia. O fato de as pessoas compreenderem as coisas não era bastante para Jesus; ele queria que elas se relacionassem amorosamente com Deus e com os outros. Para ele, conhecer ideias era menos importante do que desenvolver relacionamentos pessoais.

Jesus ensinava que as pessoas só conhecem a si mesmas quando se sentem amadas por Deus. Ele acreditava que só podemos realmente entender sua mensagem quando há um encontro pessoal. Assim o crescimento que sentimos por sermos amados nos prepara para tomarmos consciência do que isso significa.

Principio Espiritual: "O conhecimento de nós mesmos é fruto do crescimento pessoal"

A arrogância nasce do coração insensível

Os princípios organizadores têm um aspecto positivo. Não poderíamos funcionar sem os princípios que desenvolvemos a partir das lições que aprendemos na vida. O aspecto negativo é fixar-se neles e recusar-se a mudar. Jesus ensinou que o pensamento rígido é prejudicial aos relacionamentos, porque precisamo ser abertos e sensíveis aos outros. Ele acreditava que a mente fechada é na verdade um problema do coração das pessoas, uma forma de insegurança e de defesa.

Quando penso, como psicólogo, no que Jesus estava tentando fazer as pessoas perceberem, acho que ele procurava levá-las a descobrir que os princípios organizadores inconscientes não são maus por si. Ele não queria que as pessoas jogassem fora suas antigas leis e convicções; queria que elas acrescentassem outras às que já tinham e se dispusessem a mudar. Ele ficava frustado com as pessoas que não queriam aprender nada novo. Aqueles que afirmavam "saber tudo" fazem isso porque estão presos a princípios organizadores inconscientes e têm medo de mostrar qualquer ignorância.

Principio Espiritual: "Os donos da verdade precisam descobrir a verdade a seu respeito"

Porque as pessoas não conseguem mudar

Jesus sabia que as pessoas têm tendência de se "justificar". Temos o hábito de achar que somos acima da média, e para nos sentirmos assim procuramos minimizar nossos problemas. Mas não é o mesmo que enfrentá-los.

É muito difícil muda o que não entendemos. Para mudar os padrões de pensamentos e comportamentos de uma vida inteira temos que nos conhecer e compreender. Sinto-me geralmente pouco a vontade quando as pessoas chegam dizendo coisas como: "Ninguém me conhece melhor do que eu" ou "Pensei sobre minha infância e sei porque sou do jeito que sou". Acho que nos conhecemos parcialmente, e pensar que já entendemos tudo o que é preciso sobre nós mesmos é como colocar um par de antolhos que dificultam o crescimento e a mudança. A principal razão pela qual as pessoas não conseguem mudar é que elas não compreendem a si mesma o suficiente para perceber quando a mudança é necessária.

Principio Espiritual: "Quando achamos que já chegamos, paramos de avançar."

Pare de viver no passado

Vivermos presos a princípios organizadores inconscientes faz com que vivamos no passado. É somente ao examinar as crenças inconscientes moldadas pelo nosso passado que podemos ficar livres para desenvolver as novas convicções de que necessitamos no nosso presente. Se não desenvolvermos nosso ponto de vista, não teremos outra alternativa senão seguir as antigas convicções. Jesus ensinava o que os psicólogos acreditam hoje: que é melhor escolher conscientemente o que acreditamos no presente do que seguir inconscientemente os padrões do passado.

As pessoas espiritualmente vivas estão crescendo e aprendendo coisas novas. Viver a partir de padrões rígidos do passado resulta na morte espiritual, antes mesmo da morte física. É assim que os "mortos" podem "enterrar os mortos". Se quisermos permanecer espiritualmente vivos, temos que desenvolver conscientemente novas convicções que surgem com o crescimento.

Principio Espiritual: "Aqueles que não aprendem com o passado vivem presos a ele"




Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

[14] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 14: Os grilhões do hábito são leves de mais para serem sentidos até que ficam pesados de mais para serem rompidos.”
Warren Buffett

É uma citação que Warren faz do filósofo inglês Bertrand Russel, porque suas palavras descrevem perfeitamente a natureza insidiosa de hábitos ruins, que só se tornam aparentes quando é tarde demais. Hábitos como reduzir custos somente depois que está em dificuldades, algo que você deveria ter feito antes mesmo de se aproximar do perigo.

A empresa (você, sua família e etc.) que se incha com despesas desnecessárias em época de fartura é a empresa que também revela muito sobre o tipo de administração que deixou as despesas engordarem. Melhor verificar com atenção aonde os seus hábitos o estão conduzindo bem antes de chegar lá. O momento de mudar de rumo é antes de descobrir que seu navio está afundando num mar de problemas.

Foi o que aconteceu a Warren com sua estratégia de investimento, inspirada em Benjamin Graham, de comprar ações baratas, vendidas abaixo do valor nominal, independentemente da perspectiva econômica de longo prazo da empresa. Isso foi algo que ele conseguiu fazer com grande sucesso durante a década de 1950 e no início dos anos de 1960. Mas Warren manteve sua abordagem quando ela já não era mais viável - os grilhões do hábito eram leves demais para serem sentidos.

Quando enfim acordou, no final da década de 1970 para o fato de que a onda das pechinchas de Grahnm se encerrara, mudou para uma estratégia de comprar empresas excepcionais a preços razoáveis e, depois, mantê-las por longos períodos - deixando assim o valor da empresa aumentar. Cm a estratégia antiga ele ganhou milhões, mas com a nova ele ganhou bilhões.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

[4] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 4: Não é possível fazer um bom negócio com uma pessoa ruim.”
Warren Buffett

Uma pessoa ruim é uma pessoa ruim, e uma pessoa ruim nunca o tratará como você merece. O mundo tem pessoas boas e honestas em número suficiente para que fazer negócios com as desonestas seja pura tolice. Se você se pergunta "devo confiar nessa pessoa?", melhor abandonar a mesa de negociações e procurar outra companhia mais honesta para fazer negócios.

Assim como você não quer dúvida sobre a abertura de seu paraquedas quando for se atirar do avião, também não quer duvidar da integridade da pessoa com quem vai se atirar num negócio. Se já não pode confiar nela agora, poderá menos ainda no futuro. Melhor não confiar nunca nesse tipo de gente (NAB*: essa teoria tem ótimas aplicações quando se trata de criar sociedade com alguém para abrir uma empresa ou casar-se, o que é muito parecido, risos).

Warren aprendeu esta lição ao participar da diretoria da Salomon Brothers. Contrariando s conselhos de Waren, os banqueiros de investimentos da Salomon continuaram fazendo negócios com o magnata da mídia Robert Maxwell, cujas finanças, de tão precárias, lhe valeram o apelido de "Cheque Voador". Após a morte prematura de Maxwell, a Salomon se viu em maus lenções para recuperar seu dinheiro.

A regra é simples: as pessoas íntegras estão predispostas a agir bem; as pessoas sem integridade estão dispostas a agir mal. Melhor não confundir as duas.

* NAB = Nota do autor do blog.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[2] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 2: Fiz meu primeiro investimento aos 11 anos. Eu vinha desperdiçando a minha vida até então.”
Warren Buffett

É bom descobrir sua vocação bem cedo na vida, e no campo dos investimentos isso proporciona oportunidades inigualáveis de pôr em ação a magia dos rendimentos financeiros compostos. A hora de correr riscos é quando se é jovem, com tanto tempo pela frente para lucrar com decisões sensatas.

As ações que Warren comprou aos 11 anos eram de uma companhia petrolífera chamada City Services. Ele comprou três ações a US$ 38 cada uma, apenas para vê-las cair para US$ 27. Não se desesperou em, depois que elas se recuperaram, vendeu-as a US$ 40 a ação. Pouco depois, o valor de cada ação disparou para US$ 200 e ele aprendeu sua primeira lição em investimentos: paciência. Boas coisas acontecem para quem espera - desde que você faça a escolha certa.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

[62] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 62: Recomendar a conservação de alguma coisa por 30 anos é um nível de auto-sacrifício que você raramente verá num mosteiro, menos ainda numa corretora de ações.”
Warren Buffett

O seu corretor de ações morreria de fome se fosse adotar a estratégia de Warren de comprar e conservar. Não é que os corretores não acreditem que ela criará riqueza; o problema é que ela não cria nenhuma riqueza para o corretor. Todo dinheiro que ganham é com as comissões que recebem fazendo você ficar trocando de ações. Quanto mais você compra e vende, mais dinheiro eles ganham, e eles sempre parecem ter um motivo para fazer você comprar algo e se desfazer de algo diferente.

Se seu corretor tem mais de uma grande ideia por ano, as chances são altas de que esteja delirando. Se seu corretor quer convencê-lo a desfazer-se de uma posição em que o colocou no mês passado, porque as condições do mercado mudaram, talvez ele esteja mais do que delirando - talvez seja simplesmente desonesto.

Isso pode facilmente ser aplicado a vida de muitas pessoas ou em seus negócios. Dentro de alguns mora um "corretor de ações" que é ambicioso por natureza em "novas ações" para ganhar "sua comissão". Mas, as vezes, ele também é desonesto e, embora ele esteja sempre ganhando suas comissões, deixa você cada vez mais pobre.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.



sábado, 8 de outubro de 2011

[39] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 39: Sou um investidor melhor porque sou um homem de negócios, e sou um homem de negócios melhor porque sou um investidor.”
Warren Buffett

Um homem de negócio astuto sabe distinguir uma empresa boa de uma ruim - e um investidor astuto sabe quando uma empresa esta sendo vendida barato ou a um preço excessivo. Assim, para ser um bom investido, você precisa ser como um homem de negócio e saber distinguir uma empresa boa de uma ruim (aplicável para uma ideia, um investimento, um novo negócio, como está sua vida), e quando for comprar uma empresa (mudar sua vida, investir numa ideia, montar seu negócio e afins) precisa ser como um investidor esperto e saber se a ação está barata ou cara. Combine os dois lados e você poderá ganhar um bilhão.

No início, Warren só estava preocupado com o histórico financeiro de uma empresa, sem se importar realmente com seus produtos. Seu mentor Graham acreditava que os números refletiam tudo o que se precisa saber. Ele não distinguia uma empresa do tipo commmodity, como de têxteis, com maus fundamentos econômicos de longo prazo, de uma empresa monopolista de bens de consumo como a Coca-Cola, com ótimos fundamentos econômicos de longo prazo.

Mas quando Warren passou a gerir uma empresa do tipo commodity em dificuldades, logo percebeu que eram as empresas do tipo monopolista de bens de consumo que tinha a vantagem competitiva e estavam gerando resultados superiores. Grahan comprava qualquer coisa, contanto que fosse barato. Warren só compra empresas do tipo monopolista de bens de consumo que possuam vantagem competitiva, e nem precisa esperar até que elas estejam baratas. Um preço justo é tudo do que necessita, além de conservar as ação por tempo suficiente, pra ganhar seus bilhões.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

[100] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 100: Qualquer desejo do líder da empresa, por mais insensato que seja, rapidamente encontrará apoio em estudos preparados por seus subordinados.”
Warren Buffett

Se você ganha a vida agradando ao seu chefe, certamente agradará ao chefe apoiando suas posições, independente do que você realmente sente. Você não chegara a lugar algum no mundo dos negócio sendo o sujeito que diz: "Eu bem que avisei". Você progride sendo o sujeito que diz: "Essa é uma ideia brilhante, J.R.!" E se a ideia não era brilhante, você será o sujeito que diz: "Não fique chateado, chefe, todos achamos que fosse uma ótima ideia."

Nos momentos de aflição, adoramos companhia, ainda que ela diga disparates. Por isso Warren olha para o espelho quando quer conselhos - é mais rápido, barato e, certo ou errado, sempre leva às mesmas decisões brilhantes (ou não). E se você não consegue ser seu próprio chefe no trabalho, deveria ao menos tentar ser seu próprio chefe na vida.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

[74] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 74: Eu compro ternos caros. Eles parecem baratos em mim”
Warren Buffett

A personalidade sempre se manifesta, qualquer que seja a qualidade dos trapos. Warren usa coisas baratas, sempre usou o provavelmente sempre usará. E faz isso porque sabe o valor futuro de uma soma de dinheiro rendendo juros compostos.

No inicio de sua carreira como administrador de investimento, el anos após ganhar seus primeiros milhões, ficou famosos em Omaha por dirigir pra cima e pra baixo seu velho Fusca. Rendendo juros compostos de 20% ao ano, US$ 25.000 após 20 anos se tornariam US$ 958.439, e para Warren isso é simplesmente dinheiro demais para se pagar por um carro.

Quanto a ternos caros, só começou a comprá-los bem depois dos 60 anos, quando o valor futuro do dinheiro gasto com ele já não era tão alto para lhe tirar o sono.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

domingo, 11 de setembro de 2011

[50] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 50: Quando as ideias falham, as palavras vêm para salvar a situação”
Warren Buffett

Isso é Warren citando Goethe, e o que ele quer dizer é que, quando sua grande ideia desmorona e você perde a empresa, recorrerá às palavras para fabricar uma boa desculpa a fim de não parecer incompetente.


No mundos dos CEOs, existe uma busca incessante por boas desculpas para mitigar a raia de acionistas indignados com as más decisões administrativas. Ao não assumir a culpa, estão essencialmente dizendo que a responsabilidade não é deles.

Se não é do CEO, então ele não é realmente nosso líder, confere? Se ele não é nosso líder, por que não procuramos alguém com capacidade de liderança para gerir nossa empresa? É a nossa empresa não é? Somos os donos, certo?

Warren nunca esqueceu que os acionistas da Berkshine são donos da empresa que ele dirige. Por isso ele sempre é franco, não apenas com as boas notícias, mas também com as más.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

domingo, 21 de agosto de 2011

[64] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 64: A diversificação é a proteção contra a ignorância. Faz pouquíssimo sentido para que sabe o que está fazendo”
Warren Buffett

Se você não entende o que está fazendo, deveria diversificar bastante os seus investimentos, com esperança de que nem todos os ovos estraguem. Se um consultor de investimento recomenda que você diversifique amplamente, está na ralidade dizendo que você não sabe o que está fazendo direito e quer protegê-lo da ignorância (sua e dele).

Se você sabe o que está fazendo, deve preferir concentrar seus investimento em uns poucos ovos selecionados e ficar de olho neles.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

sábado, 30 de julho de 2011

Conhecendo as pessoas (2/2)

A imagem de Deus na terra

O simples fato de expressarmos nossas emoções não é benéfico, mas sermos acolhido e compreendido ao externa-las pode ajudar muito na cura. Os psicólogos estão reconhecendo hoje em dia a importância dos relacionamentos em nossa vida, e a terapia precisa sempre considerar esse fato.
Jesus ensinou que não podemos viver sem um relacionamento com Deus e com os outros, assim como não somos capazes de existir sem o ar que respiramos. Tentar viver uma vida isolada significa violar nossa natureza. Reconhecer que dependemos fundamentalmente de alguém de fora de nós é a única maneira de satisfazer a nossa natureza. Muitos psicólogos estão chegando a mesma conclusão. Estamos reconhecendo que as pessoas só podem ter um “eu” ao se relacionar com os outros.

Principio Espiritual: "A capacidade de Deus em nós é a nossa capacidade de nos relacionarmos".


A interpretação errada do objetivo da vida de Jesus

O domingo de Ramos é lembrado na igreja cristã como o início da semana mais importante na vida de Jesus. Nesse domingo ele foi para Jerusalém viver seus últimos dias na Terra. As pessoas que souberam que ele estava chegando enfileiraram-se nas ruas para saudá-lo, agitando folhas de palmeira como um símbolo de vitória para um poderoso dirigente, mais ou menos como fazemos quando papéis são jogados dos prédios para receber os heróis.
Para surpresa de todos, Jesus chegou montado em um jumento. Em vez de chegar a cidade com grande pompa, ele se serviu de um humilde meio de transporte para cumprir uma antiga profecia. Ele queria deixar uma coisa bem clara: ele era alguém com quem qualquer um podia se relacionar. Até mesmo João, o amigo mais chegado de Jesus, escreveu a respeito desse evento dizendo que “não tinha entendido”. As pessoas naquela época quanto agora, têm a tendência de achar que, se Jesus tinha o poder de mudar o mundo, ele deveria ter planos drásticos para varrer a corrupção e o mal que permeava o planeta. Jesus, porém, parecia continuar dizer às pessoas que elas precisavam se relacionar com Deus.
Muitas pessoas são religiosas porque se sentem culpadas e têm esperança de que através das práticas religiosas podem ser salvas. Elas seguem rituais religiosos, fazem contribuições financeiras e tentam viver uma vida religiosa para não se sentirem mal com relação a si mesmas. A noção de que Jesus queria mostrar às pessoas que elas são más para que vivam de forma mais digna é uma interpretação errada das ideias de Jesus.
Jesus criticava o comportamento de algumas pessoas, mas aquelas que ele mais censurava eram exatamente as religiosas. Raramente ele reprovava as pessoas comuns. Quando se deparava com alguém que estivesse se comportando mal, dizia para a pessoa “ir embora e não pecar mais”, sem dar ênfase ao mau comportamento. O objetivo da vida de Jesus não era demonstrar que as pessoas eram más, mas fazer com que elas soubessem que precisavam relacionar-se com Deus e com os outros de forma amorosa. Ele acreditava que, se reconhecêssemos essa necessidade humana básica, não desejaríamos agir de modo nocivo. É fácil enganar-se ao interpretar o objetivo da vida de Jesus se encararmos sua missão como um dever moral, se acreditarmos que Jesus considerava que as pessoas eram fundamentalmente más e precisam ser moralmente libertadas através de princípios religiosos. O objetivo da vida de Jesus não era fazer com que tivéssemos mais moralidade e sim nos tornar mais amorosos em nossas relações.

Principio Espiritual: "A boa moralidade se origina nos bons relacionamentos".


Voltando ao jardim do Éden

Jesus via o trabalho de sua vida como uma reconciliação da humanidade com Deus. O que Adão, Eva e a humanidade perdeu no jardim do Éden foi o relacionamento íntimo com Deus. Jesus viu a si mesmo como a ponta entre Deus e a humanidade. Essa foi a nossa redenção, no nosso relacionamento restaurado com Deus.
Acredito que a vida seria melhor se pensássemos com mais frequência que nossa salvação consiste em restabelecer os relacionamentos rompidos. Quando um relacionamento se rompe, a maioria das pessoas se preocupa quem está errado. Quando somos feridos, procuramos logo o culpado, querendo que pague por isso. Jesus, por outro lado, achava que as coisas poderiam ser reparadas a partir do que damos aos outros e não do que recebemos deles como forma de pagamento.

Principio Espiritual: "Nós nos salvamos restaurando os relacionamentos".



Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

domingo, 17 de julho de 2011

Conhecendo as pessoas (1/2)

Jesus considerava as pessoas essencialmente más?

Na parábola do bom samaritano, o ladrão era definitivamente uma pessoa má, mas Jesus não se concentrou nele. Ele não estava interessando em definir a natureza humana como má, mas em nos oferecer um modelo de como sermos bons. Jesus relacionava-se constantemente com as pessoas que podiam ser consideradas “más” pelos outros, como a mulher adultera, mas ele não as encarava dessa maneira. Ele via todas as pessoas como capazes de ser boas e nunca as discriminava. Jesus procurava sempre atrair as pessoas para um relacionamento com ele porque era isso o que as ajudava a se tornarem melhores.

Principio Espiritual: “Roubar os outros furta a alma do ladrão”.


O problema de ver as pessoas como más

Acreditar que a humanidade é fundamentalmente má faz você querer afastar dela o máximo possível e só se associar àqueles que defendem idênticas convicções religiosas. Pessoas assim desprezam, mesmo que de forma inconsciente, aqueles que deixam de alcançar o seu nível de espiritualidade. Na terminologia psicológica essa “persona” que eles criam é chamada de falso eu. O termo religioso é fariseu.

Na época que Jesus conta a parábola do bom samaritano, havia um forte preconceito racial entre judeus e samaritanos. Com essa parábola, Jesus nos mostra que as pessoas são boas ou más devido aos relacionamentos que estabelecem e não a algo que lhes é inerente desde que nasceram. A religião não nos tira da nossa condição humana, pelo contrário, a religião nos faz viver plenamente a condição humana, inclusive seu lado ruim.

Principio Espiritual: “Não podemos escapar do nosso eu, mas podemos encontra-lo”.


Jesus considerava as pessoas essencialmente boas?

Jesus disse muitas coisas que apoiam a crença humanista na bondade inerente das pessoas, mas não podemos parar aqui. Jesus também reconheceu os problemas associados a essa crença, e para saber quais são temos que prosseguir na leitura.

Principio Espiritual: “Os bons ouvintes fazem as pessoas serem melhores”.


O problema de ver as pessoas como boas

O individualismo é a crença na autoconfiança e na independência. Aqueles que acreditam no individualismo enfatizam a realização e os sucessos pessoais sem precisar depender dos outros. Se qualquer coisa viola seus direitos individuais, eles se livram dela. Sente que tem o direito de alcançar a excelência pessoal a qualquer custo.
Os seres humanos não funcionam dessa maneira. Nós, seres humanos, precisamos fundamentalmente das outras pessoas para poder saber quem somos. Assim como necessitamos de espelhos que reflitam a nossa imagem física, que nos mostrem como parecemos fisicamente, precisamos que as outras pessoas nos retratem emocionalmente, que nos revelem como somos psicologicamente.
A ideia de Jesus de que “os primeiros serão os últimos” é o oposto do individualismo. Embora ele reconhecesse o valor inerente de cada pessoa, as pessoas só eram consideradas boas como consequência do seu relacionamento com Deus e com os outros. Jesus nunca ensinou que poderíamos ser bons sozinhos. Para ele, não realizamos nosso pelo potencial por meio da competição e sim através da conexão.

Principio Espiritual: “O indivíduo é uma parte do todo”.


As pessoas não são boas nem más

Como a parábola do bom samaritano, Jesus estava falando da natureza humana. Ele não estava dizendo que somos fundamentalmente mais como os ladrões ou automaticamente bons como os samaritanos. Nossa natureza essencial, de acordo com Jesus, se manifesta na relação. Nossa necessidade básica é nos relacionarmos um com os outros a fim de sermos completos. Frequentemente usamos várias desculpas para negarmos a percepção de que estamos vitalmente ligados ao outros. Eles necessitam de nós e, o que é ainda mais assustador, nós precisamos deles.

Principio Espiritual: “Às vezes tratamos aqueles que amamos como nunca trataríamos nosso amigo. Devemos pedir perdão por isso”.




Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

[49] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 49: Só quando a maré baixa é que você descobre quem estava nadando nu”
Warren Buffett

A contabilidade criativa fez com que algumas das favoritas de Wall Street ascendessem ao topo. Mas se o dinheiro real não aparece em determinado momento, o entusiasmo e a ilusão se dissipam, e tudo o que resta e uma conta bancária vazia e um pedido de falência.

A maré baixa as vezes e sempre vemos alguns nadando nú. O problema é descobrir quem está nadando nú antes que a maré baixe.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[46] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 46: É difícil ensinar truques velhos a um cachorro novo”
Warren Buffett

Warren descobriu que o tino para negócios que vem com a idade é quase impossível de ser ensinado a gerentes jovens. As velhas raposas têm esse tino gravado no cérebro e sabem como ganhar dinheiro.

Warren está na casa dos 70; seu sócio Charles Munger, na dos 80; a Sra. Blumkin dirigiu a Nebraska Furniture Mart até mais de 100 anos. e muitos dos gerentes da berkshire Hathawaym a holding de Warren, permanecem lá até quase os 80 anos. Warren não impões uma idade de aposentadoria obrigatória na Berkshire.

No mundo de Warren, aos 65 anos você esta começando a se familiarizar com a coisa - idade e experiência podem ser virtudes bem maiores do que juventude e entusiasmo quando se trata de ganhar dinheiro como nos velhos tempos.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

terça-feira, 31 de maio de 2011

[83] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 83: Se você tiver sucesso logo de saída, não tente mais”
Warren Buffett

Warren sempre procurou empresas excelentes para comprar e, depois de compradas, continuou com elas, observando os preços das ações subirem junto com os lucros. Uma vez realizado um bom investimento em uma empresa excelente, é melhor dormir sobre os lucros do que vendê-la obtendo um lucro modesto e procurar outra empresa para investir (isso pode ser aplicado ao seu tempo, esforço e dedicação).

Daí a importância de saber distinguir um investimento excelente - assim você perceberá quando enfim tiver encontrado um. Mas se você investiu numa empresa medíocre cujos fundamentos econômicos de longo prazo não trabalham a seu favor, melhor seguir o conselho de Bernard Baruch (o Warren Buffett de sua época), que, quando lhe perguntaram como tinha enriquecido, respondeu como um sorriso maroto: "Sempre vendi cedo demais".

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[33] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 33: Quando um CEO é encorajado por seus assessores a comprar empresa, ele reage como um adolescente encorajado pelo pai a ter uma vida sexual ativa. Não é o tipo de incentivo de que ele precise”
Warren Buffett

Como disse certa vez Blaise Pascal, um influente matemático e filósofo francês: "Todas as misérias do homem derivam de sua incapacidade de ficar quieto num quarto sozinho". Os CEOs não conseguem ficar quietos; ele estão predispostos a comprar empresas, o que é facilitado por Wall Street e cria a ilusão de que estão fazendo algo pra justificar seus salários incrivelmente altos.

Além disso, geralmente é mais fácil comprar um conjunto novo de problemas do que tentar consertar um conjunto antigo. A solução de Warren para esse apetite voraz de crescer mediante aquisições é só comprar empresas com algum tipo de vantagem competitiva durável. Essas empresas possuem fundamentos econômicos sólidos a seu favor, como mostram seus altos retornos sobre o patrimônio e seus lucros gordos e consistentes.

Os outros gêneros de empresa ele rotulou como do tipo commodity, caracterizadas por baixos retornos sobre o patrimônio e lucros instáveis. Como a maioria das empresas no mundo se enquadra no tipo commodity, é fácil para Warren se manter quieto em seu canto - mas quando aparece uma empresa como uma vantagem competitiva durável, ele salta em cima dela 10 minutos depois de ter detectado o negócio.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

15 dicas para estragar profissionais

Você deseja estragar a sua equipe? Evidentemente que não. Quem desejaria isso em sã consciência? Provavelmente ninguém.

As consequências são desastrosas, principalmente para quem necessita delegar responsabilidades e não tem tempo, nem paciência, para controlar e fiscalizar a própria equipe o tempo todo.

Mas a coisa não é assim tão simples, e pouco a pouco, caso não fique atento, perceberá que está gerenciando uma horda de adultos que se portam como crianças.


Para abordar o assunto, escolhemos uma forma pouco usual. Vamos correr na direção oposta da solução, mostrando justamente quais são as atitudes, métodos e práticas que podem transformar o seu escritório em um jardim da infância, e você em uma babá.

Observe e saiba evitar as seguintes situações:

1) Ao receber uma crítica, reaja (falsamente) aceitando o comentário diante das pessoas, mas na primeira oportunidade puna o crítico deixando bem claro de quem é a autoridade ali.

2) Peça sugestões para os problemas e questões da empresa, mas ao escutá-las apoie apenas e exclusivamente aquelas ou aquela pessoa que expressou ideias que coincidam com as suas.

3) Fortaleça e promova única e exclusivamente, os colaboradores que lhe dirijam elogios, reconhecimento, aceitação e apoio como chefe.

4) Controle seus colaboradores rigorosamente, não apenas nos resultados ou em pontos de checagem específicos, mas em absolutamente todos os detalhes.

5) Reaja com irritação, sempre que escutar um relato ou análise sobre determinado problema, que não coincida com a sua opinião.

6) Irrite-se sempre que escutar más notícias

7) Controle os horários de trabalho rigorosamente.

8) Intrometa-se na vida pessoal dos seus colaboradores, com aconselhamentos, discriminando aqueles que se opõe a sua participação.

9) Apoie a capacidade de persuasão e as performances cênicas durante as apresentações e exposições, em detrimento daqueles que se baseiam em abordagens objetivas, com clareza de ideias e argumentação lógica.

10) Combata as atitudes e posicionamentos dotados de personalidade e senso crítico, promovendo sempre o “senso comum” e as “frases de efeito”.

11) Não admita em nenhuma hipótese os erros que você mesmo cometeu. Isso pode enfraquecer a sua liderança.

12) Desaprove com vigor aqueles que assumem os seus próprios erros, por mais honestos que sejam, afinal de contas a sua empresa é um lugar para profissionais perfeitos.

13) Jamais assuma a responsabilidade diante de situações críticas ou que ofereçam risco ao seu prestígio.

14) Hipervalorize o sucesso, com total desaprovação sobre o fracasso. Afinal de contas, as pessoas que trabalham com você jamais fracassam. Nem você mesmo, claro.

15) Patrulhe o posicionamento dos seus colaboradores, exigindo que tenham sempre uma atitude politicamente correta.

A lista poderia ser mais longa, mas se conseguir evitar as situações que descrevemos, estará dando um grande passo para a maturidade profissional dos seus colaboradores, e da sua também.

Fonte: http://www.saiadolugar.com.br/2011/05/24/15-dicas-para-infantilizar-profissionais/

domingo, 15 de maio de 2011

[69] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 69: Se você se permite a indisciplina nas coisas pequenas, provavelmente será indisciplinado nas coisas grandes também”
Warren Buffett

Warren descobriu que as pessoas costumam abrir exceções a uma estratégia de investimentos disciplinada quanto estão fazendo investimentos pequenos, e que essa conduta muitas vezes leva ao relaxamento de uma abordagem disciplinada.

A disciplina é a chave do sucesso no jogo do investimento - assim como é a chave do sucesso em grande parte de sua vida. Warren acredita tanto em uma abordagem disciplinada que recusou uma aposta de golfe de dois dólares porque as chances estavam contra ele.

Ele admite com franqueza que no campo de golfe as chances tem a tendência de ficar contra ele. No mudo de Warrem, as pequenas coisas realmente importam.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

[96] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 96: Se você entende uma idéia, deve conseguir expressá-la de modo que os outros possam entendê-la”
Warren Buffett

Esta é a maneira de Warren testar se ele realmente entende um negócio antes de investir nele. Se ele não consegue explicá-lo, é porque não o entende. Ele não investirá dinheiro, tempo ou esforço em algo que não entende – nem você deveria fazê-lo.

Na luta para conseguir expressar uma idéia, você precisa adquirir um grau razoável de compreensão, o que é bom no caso de uma idéia de investimento. Esse padrão exige que você faça uma pesquisa antes de realmente investir. A regra de Warren é simples: evite aquilo que você não consegue explicar.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[59] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 59: Uma pesquisa de opinião pública não substitui o pensamento”
Warren Buffett

Há um grande conforto em investir com o rebanho. Todos concordam com você. Contudo, quando você investe com o rebanho, tem de se preocupar com a hora em que o rebanho deixará a festa, porque, assim como na escola secundária, ninguém fica popular para sempre.

Geralmente não sobra muito potencial de crescimento em uma ação depois que ela se torna realmente popular, o que significa que você correu um grande risco por uma aposta com baixa taxa de retorno.

Se você for um investidor pensante, como Warren, procurará aquilo que venha passando por uma fase impopular, porque ali você encontrará a queridinha de amanhã sendo ofertada hoje a um preço reduzido (seja seu custo em dinheiro, tempo ou esforço), o que equivale a um baixo risco de perder seu investimento e a um grande potencial de retorno alto.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[82] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 82: A coisa mais importante a fazer se você está num buraco é parar de cavar”
Warren Buffett

Se você acha que investiu mal, a pior coisa do mundo é continuar pondo dinheiro (tempo, energia) nesse investimento. Embora seja doloroso sair, no fim das contas será muita mais vantajoso abandonar a festa e limitar os prejuízos antes que tudo esteja perdido.

No início da década de 80, Warren investiu pesado na industria de alumínio. Foi um erro, e quanto percebeu isso ele parou de cavar e caiu fora.

Tenha coragem de admitir que você está errado – e faça-o antes que o destino lhe segrede que você acabou de ir a falência.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

[93] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 93: Quero ser capaz de explicar meus erros. Isso significa que só faço aquilo que entendo totalmente”
Warren Buffett

Se você não sabe o que está fazendo, por que o faz? A abordagem apropriada nos investimentos não é intuitiva – é racional, mesclada com o temperamento certo. A ignorância pode ser uma benção, mas não nos seus investimentos. Nesse caso, costuma provocar pesadelos. 

Se você que ser capaz de explicar onde errou, precisa saber explicar onde acertou, e antes de mais nada por que agiu daquela forma. Precisa distinguir uma empresa boa de uma ruim, ser capaz de avaliar se as ações de uma empresa são boas ou ruins. Se não consegue fazer isso, deve procurar alguém capaz de fazê-lo por você, caso contrário estará apenas jogando dados numa mesa de apostas onde as chances estão sempre contra você.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[70] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 70: Nada melhor do que escrever para forçá-lo a pensa e organizar seus pensamentos”
Warren Buffet

Se você não consegue escrever sobre algo, não pensou realmente a respeito disso. Assim, todo anos Warren se senta e escreve uma longa carta aos seus acionistas explicando os eventos do ano anterior. Esse exercício o tem ajudado imensamente a refinar seus pensamentos sobre como ganhar bilhões. Escrever sobre algo faz você pensar naquilo; e se pensar sobre onde investir seu dinheiro (ou seu tempo, seja pessoal ou seja em um projeto que lidera ou trabalha) é uma coisa boa, então escrever a respeito disso é ainda melhor.

Warren geralmente começa a escrever seu relatório anual logo que o ano começa, em sua casa de inverno, à beira-mar, em Laguna Beach, California (pertinho de onde morou Benjamin Graham). Ele escreve tudo à mão, papel e caneta, e depois remete ao amigo Carol Loomis, um dos editores da revista Fortune. Mesmo um gênio precisa da ajuda de um editor.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

[20] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 20: Você deve investir em algo que até um idiota consiga administrar, porque um dia um idiota o fará”
Warren Buffett

Assim como em todas as áreas de nossa vida, existem empresas com ótimos fundamentos econômicos e empresa com mal fundamentos econômicos. Você deve investir nas que têm ótimos fundamentos econômicos porque é difícil afundar empresas desse tipo.

As empresa em que Warren investiu, como Coca-Cola, Budweiser, Wal-Mart, Hershey, além de outras, são quase a prova de idiotas. Você sabe que vai ganhar dinheiro com essas empresas mesmo que um idiota se torne o CEO. Mas se, ao contrário, for motivo de preocupação a hipótese de um idiota tocar o negócio, talvez a empresa não seja tão boa assim e você não deva estar nela.

Esse mesmo fundamento você pode replicar pra quase tudo que lhe rodeia. Veja onde está investindo seu tempo, dedicação, esforço, dinheiro e outras coisas e analise se isso pode ser administrado por pessoas não tão bem qualificadas quanto você ou que você imagina. Você pode, com certeza, ter que depender ser de pessoas assim pra que consiga crescer ou mesmo se manter.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[45] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 45: Você deve aprender com a experiência, mas deve também aprender com a experiência dos outros sempre que possível”
Warren Buffett

A experiência é o melhor professor, mas pode sair cara se você estiver aprendendo com seus próprios erros.

Melhor aprender com os erros dos outros. Por isso Warren incorporou a sua dieta educacional estudar e dissecar os erros dos outros no mundo dos negócios e investimentos. Ele quer aprender onde eles erraram para não repetir seus equívocos. Essa é uma estratégia totalmente oposta à da maioria das faculdades de administração, que só estuda casos de sucesso.

Nos negócios e investimentos, as pessoas acabam mais na sarjeta do que no céu – é preciso estudar não apenas o que fazer, mas o que não fazer.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

[31] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 31: Num investimento em dificuldades, tão logo um problema é resolvido, outro vem a tona – nunca existe só uma barata na cozinha”
Warren Buffett

Um investimento com maus fundamentos econômicos é um barco lento pra lugar nenhum, constituindo um péssimo investimento a longo prazo. A natureza intensamente competitiva dos negócios fará com que ele sofra de margens baixas nas vendas e tenha necessidade constante de se modernizar para continuar competitiva.

Se seus produtos precisam viver mudando para permanecerem competitivos, existe o problema adicional de financiar a pesquisa e o desenvolvimento. Um palpite errado pode causar a falência da operação inteira. Tudo isso drena capital que poderia ser gasto para aumentar os lucros.

Essas crises constantes de margens e lucros baixos implicam uma eterna batalha com os custos, e se você acrescentar a concorrência estrangeira poderá se descobrir num investimento que não é mais operacionalmente viável em sua forma atual. No jogo de investimento a longo prazo, esses são os tipos de investimentos dos quais é melhor se manter afastado.

Warren as evita como uma peste, mesmo que o mercado os esteja oferecendo de graça.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

[1] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 1: Nunca perca o que se está investindo. Regra nº 2: Nunca esqueça a regra nº 1”
Warren Buffett

O grande segredo para ficar rico é fazer o seu investimento (dinheiro, tempo, esforço) render para você, e quanto maior o montante inicial, melhor o rendimento. Quanto maior o montante de investimento perdido, maior o impacto na sua capacidade de ganhar com seu investimento no futuro.

Um exemplo de investimento em dinheiro: R$ 10.000,00 rendendo juros compostos de 15% por 20 anos chegarão a R$ 163.665,00 no 20º ano, o que da um lucro de R$ 153.665,00. Mas digamos que você tenha perdido R$ 9.000,00 do capital inicial antes mesmo de começar e só conseguiu investir R$ 1.000,00. Seu investimento chegaria então a apenas R$ 16.366,50 em 20 anos, com lucro de R$ 15.366,50. Uma cifra bem menor e mais desestimulante.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

O Tao de Warren Buffett - Iniciando...

“Wall Street é o único lugar pra onde as pessoas vão de Rolls-Royce pedir conselhos a quem pega o metrô.”

O autor da frase acima é Warren Buffett. Melhor pedir conselhos a ele. Toda a sabedoria que tornou esse americano de 77 anos um dos homens mais ricos do mundo está condensada nas 125 máximas em seu livro “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante.

Com a finalidade de compartilhar mais conhecimento a todos que vem ao blog, decidi passar algumas dessas máximas para que possamos pensar um pouco. Publicarei ocasionalmente esses texto a todos para que aproveitem do modo que achar melhor.

quarta-feira, 9 de março de 2011

E se você perguntasse a Deus todas as suas dúvida sobre sexo, o que acha que Ele responderia?

Bem... Segundo o autor do livro “Conversando com Deus”, ele fez exatamente isso... E, de minha parte, acho que ele realmente obteve uma resposta de Deus porque só Deus pra falar o que ele escreve... Veja abaixo o trecho do livro:


[AUTOR] O sexo é permitido? Qual a verdadeira história por trás dessa experiência? O sexo é apenas pra procriação, como dizem algumas religiões? A santidade e a iluminação são conseguidas através da negação – ou transmutação – da energia sexual? É certo ter sexo sem amor? Apenas a sensação física é um motivo válido?

[DEUS] É claro que o sexo é “permitido”. Mas uma vez, se Eu não quisesse que você participasse de certos jogos, não teria lhe dado esses brinquedos. Você dá a seus filhos coisas que não quer que eles brinquem?

Brinque com o sexo! É uma ótima diversão! A melhor que você pode ter com o seu corpo, se está se referindo a experiências estritamente físicas.

Mas por favor não destrua a inocência sexual, o prazer, a pureza e a alegria da diversão fazendo maus uso do sexo. Não o use para ter poder, ou com um objetivo oculto; para gratificação do ego ou domínio; com qualquer outros objetivo além da alegria mais pura e do maior êxtase - que é a nova vida! Eu não escolhi um modo delicioso de criar mais de vocês?

Quanto a negação, nada que é sagrado pode ser obtido através da negação. Contudo, os desejos mudam quando realidades ainda maiores são vislumbradas. Por isso, não é raro as pessoas desejarem menos, ou até mesmos nenhuma, atividades sexual – ou nenhuma de várias atividades do corpo. Para algumas delas, as atividades da alma se tornam as principais - e muito mais agradáveis.

O lema é: cada um que faça como quiser, sem julgamentos.

O final da sua pergunta é respondido assim: você não precisa ter um motivo para coisa alguma. Seja apena a causa.

Seja a causa da sua experiência.

Lembre-se de que a experiência produz a idéia do Eu, que produz a criação, que produz a experiência.

Você quer experimentar-se como uma pessoa que tem sexo sem amor? Vá em frente! Fará isso até não querer mais. E a única coisa que o fará – ou que poderá fazê-lo – parar com esse ou qualquer outros comportamento, é o seu novo pensamento que surge a respeito de Quem É.

É simples, e complexo, assim.

[AUTOR] Por que o Senhor tornou o sexo uma experiência humana tão boa, surpreendente e intensa se todos nós devemos evitá-la ao máximo possível? Eu não compreendo. E por que todas as coisas boas são “imorais, ilegais ou engordam”?

[DEUS] Todas as coisas boas não são imorais, ilegais ou engordam. Entretanto, sua vida é um exercício interessante de definir o que é bom.

Para alguns, “bom” significa sensações físicas. Para outros, pode ser algo totalmente diferente. Tudo depende de Quem Você Pensa Que É e do que está fazendo.

Há muito mais a ser dito sobre o sexo do que está sendo dito aqui, mas nada mais essencial do que isto: sexo é alegria, e muito de vocês tornaram-no tudo menos isso.

Sexo também é sagrado. Mas a alegria e o sagrado se misturam (de fato, são a mesma coisa), e muitos de vocês pensam que não.

Suas atitudes em relação ao sexo formam um microcosmo de suas atitudes em relação à vida. A vida deveria ser uma alegria, uma colaboração, e tornou-se uma experiência de medo, ansiedade, “insuficiência”, inveja, raiva e tragédia. O mesmo pode ser dito em relação ao sexo.

Vocês reprimiram o sexo como reprimiram a vida, em vez de expressar plenamente o seu Eu, com abandono e alegria.

Você se envergonha do sexo, como se envergonha da vida, chamando-a de ruim e pecaminosa, em vez de a maior dádiva e o maior prazer.

Antes que diga que não se envergonha da vida, veja as suas atitudes coletivas em relação a ela. Quatro quintos da população mundial consideram a vida uma provação, um débito cármico que deve ser pago, uma escola com duras lições que devem ser aprendidas e, em geral, uma experiência a ser suportada enquanto se espera pela verdadeira alegria, que vem após a morte.

É uma vergonha que tantos de vocês pensem assim. Não admira que se envergonhem do próprio ato que cria a vida.

A energia que está por trás do sexo é a energia que está por trás da vida: que é a vida! A atração e o desejo profundo, e com freqüência premente, de ir na direção do outro, de tornar-se um só, é a dinâmica essencial de todas as vidas. Eu a coloquei em tudo. É inata, inerente, está dentro de Tudo Que Existe.

Os códigos morais, as restrições religiosas, os tabus sociais e os contratos emocionais que vocês criaram em torno do sexo (e, a propósito, em torno do amor e de toda a vida) tornaram praticamente impossível celebrar a vida.

Desde o início dos tempos, tudo que os seres humanos sempre quiseram foi amar e serem amados. E desde o início dos tempos eles fizeram tudo ao seu alcance para tornar isso impossível. O sexo é uma expressão extraordinária de amor: amor ao próximo, amor por si mesmo e amor pela vida. Por isso, vocês deveriam adorá-lo! (E adoram, mas não contam isso pra ninguém; não ousam dizer o quanto o adoram, temendo ser chamados de pervertidos. Contudo, essa idéia é que é pervertida.)

Nada do que eu lhe dei é vergonhoso, muito menos seu corpo e suas funções. Não há necessidade de esconder o seu corpo e suas funções – ou o amor que sente por seu corpo, ou por alguém.

Seus programas de televisão não se importam de mostrar a violência explícita, mas se recusam a mostrar o amor explícito. Toda a sua sociedade reflete essa prioridade.

Extraído do livro “Conversando com Deus- volume 1”
Neale Donald Walsch (p. 238-240)

sábado, 5 de março de 2011

Conhecendo as pessoas







Extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

Iniciando...





Baseado no livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O último julgamento

Quando criança, no interior de São Paulo, ouvia junto com meu pai e meu avô muitas músicas sertanejas de raízes. Confesso que nunca fui fã de música sertaneja, mas algumas dessas bem antigas tinham uma história tão rica e uma sabedoria simples, porém única, que não consigo ver algo assim hoje em lugar nenhum.

Um exemplo é a música "O último julgamento" do compositor Leo Canhoto, cantada por muitos cantores sertanejos, dentre eles Chitãozinho e Chororó e Milionário e José Rico. Observem abaixo como a letra é verdadeira, espiritual (mais que muita música gospel), simples e atual (embora tenha mais de 30 anos). Era algo cantado na língua de gente que não tinha muito conhecimento disponível nem a enxurrada de informações que temos hoje. Eram pessoas simples, de formação simples, que compunham o que lhes vinham no coração:

Senta aqui neste banco, perto de mim
Vamos conversar,
Será que você tem coragem de olhar nos meus olhos
E me encarar,
Agora chegou sua hora
Chegou sua vez você vai pagar.
Eu sou a própria verdade.
Chegou o momento eu vou te julgar.
Pedi pra você não matar nem para roubar, roubou e matou.
Pedi para você agasalhar a quem tinha frio você não agasalho
Pedi para não levantar falsos testemunhos você levantou
A vida de muitos coitados você destruiu você arrasou
Meu pai te deu inteligência para salvar vidas você não salvou,
Em vez de curar os enfermos, armas nucleares você fabricou
Usando sua capacidade
Você destruiu você se condenou
A sua ganância foi tanta
Que a você mesmo você exterminou, o avião que você fabricou.
Foi para levar a paz e a esperança,
Não para matar seu irmão nem para jogar bombas nas minhas crianças.
Foi você que causou esta guerra destruiu a terra e seus ancestrais.
Você é chamado de homem mais é o pior dos animais.
Agora que está acabado para sempre vou ver se você é culpado ou inocente.
Você é um monstro covarde e profano é um grão de areia frente ao oceano.
Seu ouro falo alto você tudo comprou.
Pisou nos mandamentos que a lei santa ensinou a mim você não compra com o dinheiro seu.
Eu sou Jesus cristo o filho de Deus!

Quem quiser ouvir essa música acesse:
Embora eu não seja um adepto do sertanejo, tenho que confessar que eles produzem (e a muito tempo) um material bem mais rico do que muita coisa que ouvimos por aí. Há inúmeras outras músicas de igual teor que me recordo. Alguns exemplos: "Boi Soberano", "O menino da porteira", "Filho adotivo", "A coisa da feia", "Vida de palhaço" e por aí vai...

Quem sabe eles poderiam dar umas aulinhas pra alguns cantores e até estilos musicais que, cá entre nós, estão precisando urgentemente de ajuda, não é?!!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

[parte 04] Mentes Inquietas - O que os TDAs têm que os outros não têm?

Quando se pensa em TDA, logo vem a mente a imagem de um cérebro em estado de “caos”, que ocasiona na vida de seus portadores uma existência marcada por distrações, bombardeio constante de estímulos vindo de todas as direções, incapacidade de distinguir fatores relevantes e irrelevantes, inquietação intensa e impulsividade fora de controle.

Mas é justamente aí que surge uma questão, no mínimo, intrigante: como explicar então o fato de TDAs brilhantes atuarem nas mais diversas áreas profissionais? O funcionamento cerebral TDA favorece o exercício da atividade humana mais transcendente que existe – a criatividade.

Não é só a hiperatividade mental que favorece o processo criativo nos TDAs. A impulsividade é responsável pela escolha de uma idéia entre os milhares que circulam pelo cérebro dessas pessoas. Sem o impulso, uma idéia não poderia se corporificar em uma ação criativa.

O hiperfoco pode ser definido como a capacidade que um TDA possui de se hiperconcentrar em determinadas idéias ou ações. Isso faz com que um TDA consiga colocar em prática (e rápido) a idéia que seu impulso escolheu. Isso é fortalecido por algo chamado de hiperreatividade que é a capacidade que a mente TDA tem de não parar nunca.

Portanto, a mágica esta em tornar produtivo e completo todo esse mecanismo. A maioria dos TDAs se perdem no meio do caminho, dissipando sua energia em várias frentes, em vez de canalizá-la para um único objetivo de cada vez.


TDA, criatividade e hemisfério direito

Em 1990, Alan Zametkin constatou que havia um fluxo bioquímico diferente nos cérebros das pessoas com TDAs. Em resumo, os cérebros TDAs tem deficiência em filtrar estímulos ou respostas impróprias vindas das diversas partes do cérebro com o objetivo de elaborar uma ação apropriada no comportamento humano. Assim, se o filtro “falha”, a ação final será mais intensa ou precipitada do que deveria ser. Daí a impulsividade e/ou hiperatividade no funcionamento desse cérebro tão sem feio quanto veloz.

Com relação a atenção ocorre o mesmo processo: sem um filtro eficiente, a mente TDA é invadida por uma avalanche de estímulos que acabam por desviar seu foco atentivo a todo instante. Por isso tudo é que costumamos dizer que os cérebros TDA anda a 200 Km/h enquanto os demais se mantêm nos permitidos 80 Km/h.


A visão do contexto no texto da vida

Podemos dizer que o lado esquerdo do cérebro escreve o texto de nossas vidas e o lado direito de encarrega do contexto dessa história.

Quando ocorrem lesões no lado direto do cérebro, a capacidade de inferir, de entender com rapidez e de atualizar o entendimento de uma situação, de entender o que se passa ao redor e o que se deve fazer é alterada, podendo ocasionar graves modificações no raciocínio. Por outro lado, caso haja um excesso de ativação do hemisfério direito, ocorrerá toda uma exacerbação dos processos citados acima. Isso pode ser exatamente o que ocorre com os cérebros TDAs. Os TDAs teriam toda uma gama de pensamentos alternativos que os levariam a ver a vida sob um novo foco, criando, assim, o terreno ideal para o exercício da criatividade.


Lobo frontal: o portal da mente

O lobo frontal é o portal da mente humana e, como tal, é o grande maestro do comportamento de cada um de nós. É importante entender que a mente é algo muito maior e mais complexo que a estrutura cerebral em si. Um organismo só é detentor de uma mente quando possui a capacidade de gerar imagens internas e de utilizá-las de maneira organizada para a formação dos pensamentos. Os pensamentos, por sua vez, têm a capacidade de se unir na busca de um objetivo comum. Daí se obterá, então, um raciocínio que passará por um processo de seleção, cujo resultado será uma tomada de decisão refletida em um comportamento.

Outro aspecto fundamental na tomada de decisões dos seres humanos é a participação das emoções e dos sentimentos nesse processo. As emoções despertam reações físicas em todo o corpo, que são transmitidas ao cérebro e levam à elaboração de imagens mentais na forma de sentimento. Esses sentimentos elaborados no cérebro poderão despertar boas ou más lembranças, que resultarão em reações específicas em cada ser humano, frente a uma determinada situação.

As emoções desencadeiam, assim, reações instintivas vindas do corpo e reações cognitivas no cérebro, através do sentimento que nada mais é do que o pensamento em forma de imagem, iniciado no processo emocional. Assim deve ser considerada a enorme influência que as emoções exercem sobre o comportamento humano. Por conseguinte, podemos afirmar que as ações humanas são fortemente influenciadas tanto pelas emoções quanto pela razão.

Se partirmos da hipótese de que o lobo frontal direito é hipofuncionante nos TDAs, podemos considerar algumas situações:

1 – A quantidade de pensamentos e sentimentos vindos das diversas áreas cerebrais chega em maior número e com maior intensidade nessa região, devido a falta de filtro do lobo frontal.

2 – Os processos cognitivos aumentados criam um leque maior de possibilidades de raciocínio que pode ser responsável pelo grande potencial criativo dos TDAs.

3 – Os processos emocionais aumentados podem constituir-se em um fator favorável para a tomada de decisões, apesar de atrapalharem na tomada de decisões acertadas. A influência positiva das emoções nas ações dos TDAs pode se dar de três maneiras:

3.1 – No processo imaginativo (o famoso “como seria”).

3.2 – No uso da intuição.

3.3 – Emoções positivas na forma de paixão podem levar os TDAs a uma hiperconcentração instintiva (hiperfoco) sobre determinado conhecimento.



Percebe-se então que a razão e emoção exacerbadas no lobo frontal direito dos TDAs podem constituir o grande diferencial positivo desses indivíduos no exercício de sua capacidade criativa original.