domingo, 21 de agosto de 2011
[64] O Tao de Warren Buffett
“Regra nº 64: A diversificação é a proteção contra a ignorância. Faz pouquíssimo sentido para que sabe o que está fazendo”
Warren Buffett
Se você não entende o que está fazendo, deveria diversificar bastante os seus investimentos, com esperança de que nem todos os ovos estraguem. Se um consultor de investimento recomenda que você diversifique amplamente, está na ralidade dizendo que você não sabe o que está fazendo direito e quer protegê-lo da ignorância (sua e dele).
Se você sabe o que está fazendo, deve preferir concentrar seus investimento em uns poucos ovos selecionados e ficar de olho neles.
Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.
sábado, 30 de julho de 2011
Conhecendo as pessoas (2/2)
A imagem de Deus na terra
O simples fato de expressarmos nossas emoções não é benéfico, mas sermos acolhido e compreendido ao externa-las pode ajudar muito na cura. Os psicólogos estão reconhecendo hoje em dia a importância dos relacionamentos em nossa vida, e a terapia precisa sempre considerar esse fato.
Jesus ensinou que não podemos viver sem um relacionamento com Deus e com os outros, assim como não somos capazes de existir sem o ar que respiramos. Tentar viver uma vida isolada significa violar nossa natureza. Reconhecer que dependemos fundamentalmente de alguém de fora de nós é a única maneira de satisfazer a nossa natureza. Muitos psicólogos estão chegando a mesma conclusão. Estamos reconhecendo que as pessoas só podem ter um “eu” ao se relacionar com os outros.
Principio Espiritual: "A capacidade de Deus em nós é a nossa capacidade de nos relacionarmos".
A interpretação errada do objetivo da vida de Jesus
O domingo de Ramos é lembrado na igreja cristã como o início da semana mais importante na vida de Jesus. Nesse domingo ele foi para Jerusalém viver seus últimos dias na Terra. As pessoas que souberam que ele estava chegando enfileiraram-se nas ruas para saudá-lo, agitando folhas de palmeira como um símbolo de vitória para um poderoso dirigente, mais ou menos como fazemos quando papéis são jogados dos prédios para receber os heróis.
Para surpresa de todos, Jesus chegou montado em um jumento. Em vez de chegar a cidade com grande pompa, ele se serviu de um humilde meio de transporte para cumprir uma antiga profecia. Ele queria deixar uma coisa bem clara: ele era alguém com quem qualquer um podia se relacionar. Até mesmo João, o amigo mais chegado de Jesus, escreveu a respeito desse evento dizendo que “não tinha entendido”. As pessoas naquela época quanto agora, têm a tendência de achar que, se Jesus tinha o poder de mudar o mundo, ele deveria ter planos drásticos para varrer a corrupção e o mal que permeava o planeta. Jesus, porém, parecia continuar dizer às pessoas que elas precisavam se relacionar com Deus.
Muitas pessoas são religiosas porque se sentem culpadas e têm esperança de que através das práticas religiosas podem ser salvas. Elas seguem rituais religiosos, fazem contribuições financeiras e tentam viver uma vida religiosa para não se sentirem mal com relação a si mesmas. A noção de que Jesus queria mostrar às pessoas que elas são más para que vivam de forma mais digna é uma interpretação errada das ideias de Jesus.
Jesus criticava o comportamento de algumas pessoas, mas aquelas que ele mais censurava eram exatamente as religiosas. Raramente ele reprovava as pessoas comuns. Quando se deparava com alguém que estivesse se comportando mal, dizia para a pessoa “ir embora e não pecar mais”, sem dar ênfase ao mau comportamento. O objetivo da vida de Jesus não era demonstrar que as pessoas eram más, mas fazer com que elas soubessem que precisavam relacionar-se com Deus e com os outros de forma amorosa. Ele acreditava que, se reconhecêssemos essa necessidade humana básica, não desejaríamos agir de modo nocivo. É fácil enganar-se ao interpretar o objetivo da vida de Jesus se encararmos sua missão como um dever moral, se acreditarmos que Jesus considerava que as pessoas eram fundamentalmente más e precisam ser moralmente libertadas através de princípios religiosos. O objetivo da vida de Jesus não era fazer com que tivéssemos mais moralidade e sim nos tornar mais amorosos em nossas relações.
Principio Espiritual: "A boa moralidade se origina nos bons relacionamentos".
Voltando ao jardim do Éden
Jesus via o trabalho de sua vida como uma reconciliação da humanidade com Deus. O que Adão, Eva e a humanidade perdeu no jardim do Éden foi o relacionamento íntimo com Deus. Jesus viu a si mesmo como a ponta entre Deus e a humanidade. Essa foi a nossa redenção, no nosso relacionamento restaurado com Deus.
Acredito que a vida seria melhor se pensássemos com mais frequência que nossa salvação consiste em restabelecer os relacionamentos rompidos. Quando um relacionamento se rompe, a maioria das pessoas se preocupa quem está errado. Quando somos feridos, procuramos logo o culpado, querendo que pague por isso. Jesus, por outro lado, achava que as coisas poderiam ser reparadas a partir do que damos aos outros e não do que recebemos deles como forma de pagamento.
Principio Espiritual: "Nós nos salvamos restaurando os relacionamentos".
Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.
domingo, 17 de julho de 2011
Conhecendo as pessoas (1/2)
Jesus considerava as pessoas essencialmente más?
Na parábola do bom samaritano, o ladrão era definitivamente uma pessoa má, mas Jesus não se concentrou nele. Ele não estava interessando em definir a natureza humana como má, mas em nos oferecer um modelo de como sermos bons. Jesus relacionava-se constantemente com as pessoas que podiam ser consideradas “más” pelos outros, como a mulher adultera, mas ele não as encarava dessa maneira. Ele via todas as pessoas como capazes de ser boas e nunca as discriminava. Jesus procurava sempre atrair as pessoas para um relacionamento com ele porque era isso o que as ajudava a se tornarem melhores.
Principio Espiritual: “Roubar os outros furta a alma do ladrão”.
O problema de ver as pessoas como más
Acreditar que a humanidade é fundamentalmente má faz você querer afastar dela o máximo possível e só se associar àqueles que defendem idênticas convicções religiosas. Pessoas assim desprezam, mesmo que de forma inconsciente, aqueles que deixam de alcançar o seu nível de espiritualidade. Na terminologia psicológica essa “persona” que eles criam é chamada de falso eu. O termo religioso é fariseu.
Na época que Jesus conta a parábola do bom samaritano, havia um forte preconceito racial entre judeus e samaritanos. Com essa parábola, Jesus nos mostra que as pessoas são boas ou más devido aos relacionamentos que estabelecem e não a algo que lhes é inerente desde que nasceram. A religião não nos tira da nossa condição humana, pelo contrário, a religião nos faz viver plenamente a condição humana, inclusive seu lado ruim.
Principio Espiritual: “Não podemos escapar do nosso eu, mas podemos encontra-lo”.
Jesus considerava as pessoas essencialmente boas?
Jesus disse muitas coisas que apoiam a crença humanista na bondade inerente das pessoas, mas não podemos parar aqui. Jesus também reconheceu os problemas associados a essa crença, e para saber quais são temos que prosseguir na leitura.
Principio Espiritual: “Os bons ouvintes fazem as pessoas serem melhores”.
O problema de ver as pessoas como boas
O individualismo é a crença na autoconfiança e na independência. Aqueles que acreditam no individualismo enfatizam a realização e os sucessos pessoais sem precisar depender dos outros. Se qualquer coisa viola seus direitos individuais, eles se livram dela. Sente que tem o direito de alcançar a excelência pessoal a qualquer custo.
Os seres humanos não funcionam dessa maneira. Nós, seres humanos, precisamos fundamentalmente das outras pessoas para poder saber quem somos. Assim como necessitamos de espelhos que reflitam a nossa imagem física, que nos mostrem como parecemos fisicamente, precisamos que as outras pessoas nos retratem emocionalmente, que nos revelem como somos psicologicamente.
A ideia de Jesus de que “os primeiros serão os últimos” é o oposto do individualismo. Embora ele reconhecesse o valor inerente de cada pessoa, as pessoas só eram consideradas boas como consequência do seu relacionamento com Deus e com os outros. Jesus nunca ensinou que poderíamos ser bons sozinhos. Para ele, não realizamos nosso pelo potencial por meio da competição e sim através da conexão.
Principio Espiritual: “O indivíduo é uma parte do todo”.
As pessoas não são boas nem más
Como a parábola do bom samaritano, Jesus estava falando da natureza humana. Ele não estava dizendo que somos fundamentalmente mais como os ladrões ou automaticamente bons como os samaritanos. Nossa natureza essencial, de acordo com Jesus, se manifesta na relação. Nossa necessidade básica é nos relacionarmos um com os outros a fim de sermos completos. Frequentemente usamos várias desculpas para negarmos a percepção de que estamos vitalmente ligados ao outros. Eles necessitam de nós e, o que é ainda mais assustador, nós precisamos deles.
Principio Espiritual: “Às vezes tratamos aqueles que amamos como nunca trataríamos nosso amigo. Devemos pedir perdão por isso”.
Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
[49] O Tao de Warren Buffett
“Regra nº 49: Só quando a maré baixa é que você descobre quem estava nadando nu”
Warren Buffett
A contabilidade criativa fez com que algumas das favoritas de Wall Street ascendessem ao topo. Mas se o dinheiro real não aparece em determinado momento, o entusiasmo e a ilusão se dissipam, e tudo o que resta e uma conta bancária vazia e um pedido de falência.
A maré baixa as vezes e sempre vemos alguns nadando nú. O problema é descobrir quem está nadando nú antes que a maré baixe.
Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.
[46] O Tao de Warren Buffett
“Regra nº 46: É difícil ensinar truques velhos a um cachorro novo”
Warren Buffett
Warren descobriu que o tino para negócios que vem com a idade é quase impossível de ser ensinado a gerentes jovens. As velhas raposas têm esse tino gravado no cérebro e sabem como ganhar dinheiro.
Warren está na casa dos 70; seu sócio Charles Munger, na dos 80; a Sra. Blumkin dirigiu a Nebraska Furniture Mart até mais de 100 anos. e muitos dos gerentes da berkshire Hathawaym a holding de Warren, permanecem lá até quase os 80 anos. Warren não impões uma idade de aposentadoria obrigatória na Berkshire.
No mundo de Warren, aos 65 anos você esta começando a se familiarizar com a coisa - idade e experiência podem ser virtudes bem maiores do que juventude e entusiasmo quando se trata de ganhar dinheiro como nos velhos tempos.
Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.
terça-feira, 31 de maio de 2011
[83] O Tao de Warren Buffett
“Regra nº 83: Se você tiver sucesso logo de saída, não tente mais”
Warren Buffett
Warren sempre procurou empresas excelentes para comprar e, depois de compradas, continuou com elas, observando os preços das ações subirem junto com os lucros. Uma vez realizado um bom investimento em uma empresa excelente, é melhor dormir sobre os lucros do que vendê-la obtendo um lucro modesto e procurar outra empresa para investir (isso pode ser aplicado ao seu tempo, esforço e dedicação).
Daí a importância de saber distinguir um investimento excelente - assim você perceberá quando enfim tiver encontrado um. Mas se você investiu numa empresa medíocre cujos fundamentos econômicos de longo prazo não trabalham a seu favor, melhor seguir o conselho de Bernard Baruch (o Warren Buffett de sua época), que, quando lhe perguntaram como tinha enriquecido, respondeu como um sorriso maroto: "Sempre vendi cedo demais".
Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.
[33] O Tao de Warren Buffett
“Regra nº 33: Quando um CEO é encorajado por seus assessores a comprar empresa, ele reage como um adolescente encorajado pelo pai a ter uma vida sexual ativa. Não é o tipo de incentivo de que ele precise”
Warren Buffett
Como disse certa vez Blaise Pascal, um influente matemático e filósofo francês: "Todas as misérias do homem derivam de sua incapacidade de ficar quieto num quarto sozinho". Os CEOs não conseguem ficar quietos; ele estão predispostos a comprar empresas, o que é facilitado por Wall Street e cria a ilusão de que estão fazendo algo pra justificar seus salários incrivelmente altos.
Além disso, geralmente é mais fácil comprar um conjunto novo de problemas do que tentar consertar um conjunto antigo. A solução de Warren para esse apetite voraz de crescer mediante aquisições é só comprar empresas com algum tipo de vantagem competitiva durável. Essas empresas possuem fundamentos econômicos sólidos a seu favor, como mostram seus altos retornos sobre o patrimônio e seus lucros gordos e consistentes.
Os outros gêneros de empresa ele rotulou como do tipo commodity, caracterizadas por baixos retornos sobre o patrimônio e lucros instáveis. Como a maioria das empresas no mundo se enquadra no tipo commodity, é fácil para Warren se manter quieto em seu canto - mas quando aparece uma empresa como uma vantagem competitiva durável, ele salta em cima dela 10 minutos depois de ter detectado o negócio.
Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.
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