quarta-feira, 7 de março de 2012

[36] O Tao de Warren Buffett

"Regra 36: Alguém está sentado na sombra hoje porque alguém plantou uma árvore tempos atrás"
Warren Buffett

Se não fosse o trabalho duro do mentor de Warren, Benjamin Graham, para desenvolver o conceito de value investing (investimento de valor), Warren talvez nunca saísse de trás do balcão da mercearia do avô. Pois é fácil torna-se brilhante em sua atividade quando você se ergue sobre os ombros de um gigante - o segredo está em escolher o gigante certo.

No caso de Warren, ele escolheu Graham, um homem conhecido como o Decano de Wall Street. Graham desenvolveu o conceito de value investing e deu um curso sobre esse tema na Columbia University, em Nova York. Warren fez o curso de Graham e, nas palavras do colega de turma Bill Ruane, "centelhas circulavam entre os dois". Após Columbia, Warren foi trabalhar na firma de investimentos de Graham em Wall Street, e o resto da história é o material de que se constituem as lendas financeiras.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Entendendo o pecado e a psicopatologia (2/2)


A verdadeira culpa versus a falsa culpa

Embora Jesus tenha dito que não veio ao mundo para condenar (Bíblia - Livro de João, capitulo 3, versículo 17), ele acreditava que há momentos em que devemos nos sentir culpados. A partir da perspectiva Dele, nem toda culpa é má.

Jesus acreditava em dois tipos de culpa. O que os psicólogos chama de verdadeira culpa, ele chamava de culpa baseada no amor. O que chamamos de falsa culpa, segundo ele, era a culpa fundamentada no medo. A verdadeira culpa é o remorso que sentimos quando magoamos aqueles que amamos; ela nos faz ter vontade de corrigir as coisas no nosso relacionamento com o outro. A falsa culpa é o medo da punição que está mais ligada à necessidade de nos protegermos depois que fazemos algo errado.

A falsa culpa raramente beneficia o nosso relacionamento com os outros. Na verdade, ela em geral nos prejudica e nos torna pessoa de convivência mais difícil. Sentimos a verdadeira culpa quando nossos relacionamentos são importantes para nós e nos sentimos motivados a curar as feridas provocadas por nosso comportamento. É esse o tipo de culpa que Jesus queria que sentíssemos.

Princípio Espiritual: "A culpa motivada pelo amor cura a mágoa; a culpa baseada no medo só faz escondê-la."


Se as pessoas fossem perfeitas, por acaso alguém pecaria?

Parecer perfeito nunca foi sinal de saúde mental. Bem ao contrário. Ter a coragem de ser imperfeito indica muito mais uma auto-estima saudável do que fingir ser impecável. As crianças às vezes se esforçam intensamente para serem especiais porque têm medo de não serem amadas se não fizerem isso. Se as crianças não se sentem amadas pelo que são, elas aceitam a atenção que recebem pelo que se esforçam para fazer. A questão não é saber se o comportamento delas é ou não perfeito e sim a motivação que as leva a ter esse comportamento.

Ocasionamento deparo com versículos na Bíblia que me deixam perturbado. Um deles é esse: "Sede perfeitos, portanto, como o Pai celeste é perfeito". Esta frase dá a impressão de que Jesus estava estabelecendo para os seus seguidores um padrão ridiculamente alto que, se não fosse alcançado, poderia fazer com que eles se sentissem mais e inadequados. No decorrer dos séculos muitas pessoas confundiram o perfeccionismo moral com a retidão espiritual e definiram a espiritualidade em função do número de coisas das quais se abstinham, como fumar, beber e praguejar. Mas às vezes são exatamente as pessoas que se empenham em parecer perfeitas as mais culpadas de pecado.

A palavra traduzida como "perfeito" nessa passagem também pode se traduzida como "maduro". Quando soube disso, eu me senti muito melhor. Sei que jamais serei perfeito, mas acredito que posso continuar a crescer. Ter maturidade significa reconhecer que vamos continuar a erras, mas seremos capazes de rever nossas ações e corrigi-las. Fingir ser impecável é na verdade um sinal de imaturidade. Jesus não fingiu a maturidade espiritual como a ausência de imperfeições e sim como presença de força.
Eis como interpreto os ensinamentos de Jesus: não nos sentimos mais amados porque somos perfeitos; desejamos ficar mais maduros porque nos sentimos amados.

Princípio Espiritual: "O perfeccionismo é uma máscara e não uma meta."


O pecado é um problema pessoal

Jesus dizia que pecar significava cometer um erro. Mas ele estava mais interessado nos relacionamentos destruídos por causa dessas falhas do que nos erros propriamente dito. Por isso ele perdoava as pessoas com facilidade. Para ele, o relacionamento, e não o erro, era o problema principal.

"É inevitável que haja escândalos", disse Jesus, "portanto, tende cuidado" (Bíblia, livro de Lucas, capítulo 17, versículos de 1 à 3). A seguir, ele prossegue: "Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o, e se ele se arrepender, perdoa-o." Ele estava primordialmente interessando em restaurar os relacionamentos pessoais. Jesus frequentemente adotava a perspectiva psicológica de não encarar o pecado como um problema que existe dentro das pessoas e sim entre as pessoas.

Princípio Espiritual: "Às vezes o pecado é um problema que existe entre as pessoas e não dentro delas."


A salvação e a psicoterapia

Jesus ensinou que o pecado acontece quando quebramos o relacionamento e que a salvação ocorre quando o restabelecemos. Na parábola do filho pródigo, Jesus mostrava que a salvação envolve o reencontro com o nosso verdadeiro eu.

A psicoterapia funciona porque segue o padrão que Jesus descreve para o processo da salvação. Os bons relacionamentos nos curam. Não podemos ser psicologicamente saudáveis se não nos relacionarmos de um modo saudável com nós mesmos e com os outros. Os seres humanos foram criados desta maneira, ou seja, precisamos estar ligados aos outros para sermos completos.

A psicoterapia é o processo de ajudar pessoas que estão perdidas a se reencontrarem. Ao estabelecer relacionamentos saudáveis com os outros, podemos reconduzi-los ao caminho da saúde psicológica.

Princípio Espiritual: "Uma alma perdida é encontrada e não consertada."



Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como se tornar um Netweaver

Bom, se você, como eu, não entendeu bem o título dessa postagem, bem vindo ao time... Contudo prometo que o assunto é bem interessante se você tem alguma queda por tecnologia (ou não).

 Primeiro, vamos ao conceito da palavra NETWEAVER pelo autor no livro.
Netweaver são os “tecelões” (para aproveitar o que poderia ter sido uma feliz expressão de Platão, no diálogo O político, se ele não estivesse se referindo a um sujeito autocrático), e os animadores de redes voluntariamente construídas. Na verdade, eles constroem interfaces para conversar com a rede-mãe. Os netweavers não são necessariamente os estudiosos das redes, os especialistas em Social Network Analysis ou os que pesquisam ou constroem conhecimento organizado sobre a morfologia e a dinâmica da sociedade-rede.Todas as pessoas têm uma porção-netweaver. Se não fosse assim, não poderiam ser seres políticos (e a democracia jamais poderia ter sido inventada e reinventada). Mas em sentido estrito, chamamos de netweavers aqueles que se dedicam a tecer redes. Esse talvez seja o papel social mais relevante em mundos altamente conectados. O que significa que, em um mundo hierárquico, o netweaver é necessariamente um hacker (embora não seja apenas isso).

Em segundo, algumas palavras sobre o autor. Augusto de Franco é o criador e um dos netweavers da Escola-de-Redes - uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving e da empresa-em-rede chamada Netweaving HCW. É autor de mais de duas dezenas de livros sobre desenvolvimento local, capital social, democracia e redes sociais. Palestrante e professor, participou como palestrante do TED mais que uma vez (se quiser conhecer mais sobre ele, acesse netweaving.ning.com).

O livro lança muitas ideias e quebras de paradigmas sobre o que é na verdade um HACKER, seu papel e como isso molda o que conhecemos e o que irá surgir daqui pra frente com relação a sociedade, trabalho e valores.

Para aqueles que gostam de novidades, desafios e tecnologia, eis um prato cheio com um detalhe que faz toda a diferença: O LIVRO É FREE. Basta acessar o link abaixo e ler ou baixar o PDF:

Versão resumida: http://www.slideshare.net/augustodefranco/como-se-tornar-um-netweaver
Versão completa: http://www.slideshare.net/augustodefranco/como-se-tornar-um-netweaver-verso-completa


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

[42] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 42: Se cálculo ou álgebra fossem pré-requisitos para um grande investidor, eu teria que voltar a entregar jornais”
Warren Buffett

De acordo com Warren, as habilidades matemáticas necessárias para você ser um grande investidor são: soma, subtração, divisão, multiplicação e a capacidade de calcular rapidamente porcentagens e probabilidades.

Qualquer coisa a mais, como diriam os franceses, é um desperdício. Qualquer coisa a menos e você ficará fora do jogo.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Entendendo o pecado e a psicopatologia (1/2)


A patologia do egoísmo

O ponto inicial tanto da salvação quando da saúde psicológica é reconhecer que precisamos dos outros. Do ponto de vista espiritual, necessitamos de um relacionamento com Deus para sermos completos. De um ângulo psicológico, nossa saúde mental depende da nossa capacidade de nos relacionarmos bem com os outros. Se encaramos as outras pessoas como adversários dos quais precisamos nos proteger, nos tornamos defensivos e corremos o risco de prejudicar exatamente aquilo que estamos tão arduamente tentando proteger.

Jesus ensinou que os seres humanos são seres essencialmente de relação. Ele frequentemente mencionava a importância de nossa relação com Deus e com os outros. Para Jesus, a saúde espiritual acontece quando os relacionamentos estão intactos, e o pecado, quando eles estão rompidos.

Quanto temos medo de que as nossas necessidade não serão satisfeitas, nos envolvemos em atos impulsivos de autopreservação ou em mecanismos de defesa para nos proteger. Esses mecanismos infelizmente tornam-se psicopatologia que nos separa não apenas das outras pessoas como também do nosso verdadeiro eu. Jesus declarou que os seres humanos não podem existir como ilhas; os psicólogos afirmam que não podemos ser completos sem nos relacionarmos com os outros. Tanto o pecado quanto a psicopatologia resultam de atos desesperados de autopreservação que colocam o egoísmo no cerne dos nossos problemas espirituais e psicológicos.

Principio Espiritual: "O egoísmo é pecado e psicopatologia"


A saúde e a salvação são movimento em direção aos outros

Assisti certa vez a uma palestra apresentada por um antropólogo que mostrou por que determinadas culturas no mundo não conseguiam entender as descrições de cristianismo feitas pelos missionários americanos. Explicou que nos Estados Unidos pensamos em função de conjuntos fechados e limitados. Representou o que queria dizer através de uma série de círculos e quadrados, para demonstrar como achamos que as pessoas pertencem a certos grupos e não a outros. Os cristãos estão dentro de um círculo e os não-cristão do lado de fora. Achamos que se entrarmos no círculo do cristianismo estaremos salvos. Se não entrarmos, seremos condenados.

Sempre acreditei que a terapia fosse um processo de movimento espiritual. A presença de Deus não e mencionada na terapia, mas isso não impede que Deus crie movimento em nossa vida. Eu creio nisso. Quando meus pacientes percebem uma ausência desse movimento na terapia, ou seja, quando não sentem que as coisas estão progredindo, eles se consideram "empacados". Depois, quando as coisas começam a fazer sentido e eles acham que a terapia está funcionando, fazem observações como: "Agora estamos indo para algum lugar". Embora, na sua maioria, os pacientes não tenham uma ideia clara de para onde querem ir, ele desejam chegar a algum lugar o mais rápido possível.

Jesus ensinava que o pecado é qualquer coisa que nos separe de Deus e dos outros. Esta é a mensagem que ele queria transmitir na parábola do filho pródigo. Se estamos avançando em direção a Deus e aos outros, estamos nos movendo em uma direção espiritual. Se nos afastamos, estamos nos movendo ao contrário. É por este motivo que o pai na parábola quis dar uma festa apenas por ver o filho fazendo um movimento em sua direção.

Uma das verdades espirituais da psicoterapia é que a meta não é chegar, mas fazer um movimento. O sucesso na terapia não consiste em alcançar o interior do círculo da saúde mental; consistem na capacidade de fazer um movimento em direção às outras pessoas. Os pacientes que compreendem isso aproveitam melhor a terapia e conseguem entender por que o pai do filho pródigo deu uma festa para comemorar o movimento de volta.

Principio Espiritual: "Pecado é afastar-se de Deus e dos outros"


O papel do arrependimento na terapia

Quase todas as pessoas acham que arrepender-se significa sentir-se mal quando procedem errado. O arrependimento para elas é uma autopunição ou um sentimento de culpa que merecemos por fazer o que não deveríamos ter feito. Jesus não via o arrependimento dessa maneira. Embora o filho indisciplinado na parábola do filho pródigo sinta-se mal e insista afirmar que pecou contra o pai, Jesus mostra que o pai não se prende a esses sentimentos de culpa e alegra-se apenas por uma coisa: o filho mudou de ideia e voltou para casa. De acordo com Jesus, o ato de arrependimento do filho não aconteceu quando ele implorou o perdão do pai e sim quando decidiu mudar de vida e voltar para casa. O que fez a diferença foi o fato de ele ter mudado de ideia e de atitude.

A palavra grega para "arrependimento" na Bíblia e metanoia, que significa "mudar de ideia". É estar percorrendo um caminho em uma direção e decidir inverter o rumo e seguir por um caminho totalmente novo. Jesus falava sobre o arrependimento neste sentido. Ele não queria fazer as pessoas se sentirem mal a respeito de si mesmas; ele queria ajudá-las a mudar. É a mesma coisa que os terapeutas procuram fazer quando os pacientes os procuram.

O arrependimento desempenha o mesmo papel na psicoterapia. É preciso perceber a necessidade de mudar para que a terapia funcione. Para crescer tanto espiritual quando psicologicamente temos de modificar a nossa maneira de pensa e de agir.

Principio Espiritual: "As pessoas sábias estão sempre preparadas para mudar de ideia e de atitude; as tolas, jamais"



Texto extraído do livro "Jesus, o maior psicólogo que já existiu", escrito por Mark W. Baker, editora Sextante, 2010.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

[53] O Tao de Warren Buffett

“Regra nº 53: Apreciamos o processo bem mais do que o dinheiro, embora eu tenha aprendido a viver com ele também”
Warren Buffett
Pessoas apaixonadas por seus trabalhos passarão a dominar seu ofício ou profissão, porque amam mais do que o dinheiro. O interessante da paixão é que o dinheiro costuma vir como consequência. Pessoas que amam o dinheiro mais do que o seu trabalho passam a vida trabalhando contrariadas e acabam ganhando bem menos do que se tivessem seguido seu coração desde o começo.


A melhor coisa quando se é apaixonado pelo trabalho é que aquilo não é realmente um trabalho: é diversão. Warren sempre disse que adora tanto o que faz que pagaria para ter seu trabalho. Mas ele não precisa pagar, porque ganha rios de dinheiro fazendo o que adora.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

[37] O Tao de Warren Buffett


“Regra nº 37: Com informações privilegiadas suficientes e US$ 1 milhão, você pode ir a falência em um ano.”
Warren Buffett

Caia na real: no momento em que uma informação privilegiada chega até você, todo mundo já a ouviu e já fez negócios com base nela. Além disso, negociar com base em informações privilegiadas é contra lei.

Warren afirmou várias vezes que uma das vantagens de moram em Omaha é que não há ninguém por perto para sussurrar notícias sigilosas no seu ouvido na hora do almoço. Com frequência, tipos inescrupulosos lançam rumores para provocar a alta de ações e depois desová-las no colo de investidores ingênuos. Bernard Baruch, grande investidor da década de 1920, ficou famoso por se desfazer de uma ação assim que alguém lhe dava uma dica quente sobre ela. Baruch, por sinal, morreu riquíssimo.

Fonte: “O Tao de Warren Buffett – Como aplicar a sabedoria e os princípios de investimentos do gênio das finanças em sua vida”, editora Sextante, 2007.